Chamada internacional para reforçar a ação antifascista e anti-imperialista

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A extrema direita instrumentaliza o descontentamento com as consequências desastrosas do neoliberalismo para acelerar essas políticas. Para isso, à semelhança do fascismo clássico, procura direcionar esse descontentamento contra os grupos oprimidos e despossuídos: migrantes, mulheres, pessoas LGBTQ+, beneficiários de programas de inclusão, pessoas racializadas e minorias nacionais ou religiosas. O nacionalismo exacerbado, o racismo, a xenofobia, o sexismo, a homofobia, a incitação ao ódio e a banalização da crueldade acompanham o avanço da extrema direita em cada etapa, de acordo com o contexto específico de cada país.

A vontade de acumular riqueza nas mãos do capital, a busca desenfreada pelo lucro máximo que sustenta as políticas da extrema direita, também se manifesta pela intensificação das agressões imperialistas para monopolizar recursos e explorar populações. Isso vai de par com a perpetuação de situações coloniais que, no caso da Palestina, assumem a forma de um genocídio orquestrado pelo Estado de Israel, com a cumplicidade de seus aliados imperialistas.

Além de sua cumplicidade com o governo Netanyahu, a extrema direita tece laços internacionais: congressos, Think Tanks, declarações conjuntas, apoio mútuo durante os processos eleitorais, colaboração entre podcasters e programas de propaganda e desinformação. Nossa luta contra a direita e a agressão imperialista é urgente e, para ser eficaz, deve ser internacional.

As forças que combatem a ascensão da extrema direita, do fascismo e das agressões imperialistas não são monolíticas nem homogêneas. Nunca foram. São diversas e apresentam diferenças inegáveis em termos de análise, estratégia e tática, programas e políticas de aliança, bem como em termos de sensibilidades e prioridades. A experiência nos ensina que, embora reconhecendo essas diferenças, é essencial coordenar a luta contra inimigos cada vez mais ameaçadores. Essa convergência pode e deve incluir todas as forças dispostas a defender a classe trabalhadora, os camponeses, os migrantes, as mulheres, as pessoas LGBTQ+, as pessoas racializadas, as minorias nacionais ou religiosas oprimidas e os povos indígenas; a defender a natureza contra o capitalismo ecocida; a combater a agressão imperialista e colonial, independentemente da sua origem; e a apoiar a luta dos povos que lhes resistem, incluindo com as armas nas mãos, quando necessário.

É urgente compartilhar análises, fortalecer laços e decidir ações concretas. Esses objetivos inspiraram a iniciativa de organizar uma Conferência Internacional Antifascista e Anti-imperialista em Porto Alegre, Brasil, de 26 a 29 de março de 2026 https://antifas2026.org/#preinscricao .
A conferência de Porto Alegre constitui uma etapa importante num caminho muito mais longo. As organizações e indivíduos abaixo-assinados comprometem-se a continuar a luta sem descanso e da forma mais unida possível contra a ascensão da extrema direita e a agressão imperialista, dimensão essencial do nosso projeto emancipatório, socialista, ecologista, feminista, antirracista e internacionalista.

Como escreveu Che Guevara aos seus filhos: “Sejam sempre capazes de sentir profundamente qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. Essa é a mais bela qualidade de um revolucionário”.

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