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Sétima Mostra Mundo Árabe de Cinema 2012

segunda-feira 25 de junho de 2012, por ,

Apresentação de 32 produções, entre documentários e ficções que retratam a realidade política, social e cultural dos países árabes, bem como iniciativas brasileiras com temáticas relacionadas ao mundo árabe contemporâneo fazem parte da programação.

Em sua 7ª edição, a Mostra Mundo Árabe de Cinema apresentará 32 produções, entre documentários e ficções que retratam a realidade política, social e cultural dos países árabes, bem como iniciativas brasileiras com temáticas relacionadas ao mundo árabe contemporâneo. Haverá ainda encontros e debates inéditos com diretores estrangeiros e nacionais, com a curadora e com as diretoras culturais da mostra.

Desde dezembro de 2010 o mundo observou os movimentos populares nos países árabes que resgataram o sentimento de transformação e despertaram a atenção de todo o mundo. A chamada Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, revelou um movimento de jovens de várias nacionalidades ávidos por mudanças, democracia e justiça. O mundo se deu conta que os estereótipos construídos em torno da identidade árabe já eram ultrapassados.

Como era de se esperar, esse movimento influenciou a a arte e a programação de diversas mostras de cinema realizadas no mundo. Entre elas, esteve a 6ª Mostra Mundo Árabe de Cinema, promovida pelo ICArabe , que despertou um interesse ainda maior no público brasileiro. Foi mais uma oportunidade de apresentar a tradição do cinema árabe, que tem longa trajetória.

Para evidenciar a forte herança das produções árabes, esta sétima edição traz uma seleção de filmes que integram a Mostra “Mapeando a subjetividade: cinema experimental árabe dos anos 60 até os dias atuais”, apresentada em três partes (2010, 2011 e 2012) no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA), sob curadoria de Jytte Jensen, curadora do MoMA e da ex-diretora da ArteEast e programadora internacional do Festival de Toronto, Rasha Salti. Fazem parte do conjunto filmes raros, cujas cópias encontram-se limitadas e pouco conhecidas, tal como o filme “Stars in the broad day light”, da década de 80 e cujo filme e diretor foram amplamente reconhecidos pela crítica internacional. Além desse, destacamos as produções especiais da década de 70 e 80, incluindo o “Chronicle of the years of embers”, primeiro filme árabe a ganhar a Palma de Ouro de Cannes, os filmes de Ahmad Bouanani, um dos mais importantes diretores marroquinos, os filmes de Omar Amiraly, um dos mais contundentes diretores do mundo árabe, ambos falecidos em 2011. A seleção também inclui produções mais recentes, de novos diretores e novos talentos, como Mohammad Soueid, Ali Essafi, Rania Stephan, Joana Hadjithomas e Khalil Hojaij, Rania Attie e Daniel Garcia, Ahmad Ghossen, Ghossein Salhab, Maher Abusamer e Malek Bensmail entre outros. Trata-se de uma amostra apenas do vigor e da expressão do movimento de cineastas árabes que têm sido premiados em diversos festivais. O cinema do mundo árabe mostra ao mundo sua tradição e sua força atual, o que também se deve ao apoio e promoção de festivais importantes do mundo árabe, tais como o Festival de Abu Dhabi, cujo apoio foi fundamental para a realização do “Mapeando a subjetividade”.

São filmes praticamente desconhecidos no chamado Ocidente e que foram um sucesso de público nos Estados Unidos durante a temporada no MoMA, bem como na Tate Gallery. O Brasil, pela atuação dos realizadores desta mostra, traz agora essa seleção, sendo o primeiro país da America Latina a receber a itinerância. Trata-se, portanto, de uma oportunidade única, engrandecida pela presença de Rasha Salti e dos diretores Ahmad Ghossein, Ali Essafi, Maha Maamoun e de Nabila Rezaig, representando a Cinemateca da Argélia. O projeto “Mapping Subjectivity” tem sua última parte apresentada este ano e no próximo ano também complementaremos com a participação brasileira.

Outros Olhares

A 7ª Mostra Mundo Árabe de Cinema apresenta também uma seleção especial composta de “Um olhar contemporâneo”, que apresenta dois filmes documentários realizados durante os movimentos do ano de 2011. São registros inéditos e mais do que atuais. Além disso, contém “Um olhar brasileiro”, que apresenta duas produções recentes de diretores nacionais . Uma é Constantino, de Otavio Cury, que será lançada durante a mostra, filmada no Brasil e na Síria. Trata-se de um filme autoral, em uma leitura importante da herança cultural árabe que atravessa regiões geográficas e gerações em uma viagem de muitos sentidos. A outra, Sobre futebol e barreiras, foi realizada por quatro jovens diretores brasileiros na Palestina-Israel, que com delicadeza e habilidade produziram um excelente documentário.

A 7ª Mostra Mundo Árabe de Cinema, do Instituto da Cultura Árabe, conta com a direção cultural e idealização de Nágila Guimarães e Soraya Smaili e com as parcerias estruturais e especiais do CineSESC, Secretaria da Cultura da Prefeitura de São Paulo, Cinemateca Brasileira, Câmara de Comércio Árabe Brasileira e Centro Cultural Banco do Brasil.


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