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Sábado, contra a corrupção da mídia

sexta-feira 16 de setembro de 2011, por ,

"A mídia e a síndrome do papagaio de pirata. O que você tem a ver com isso?" Este é o título do panfleto que está sendo impresso por manifestantes que programaram atos em SP e no Rio. Leia a íntegra. Ou imprima o arquivo e distribua, para juntar-se ao protesto em qualquer lugar.

Você já reparou que grande parte dos meios de comunicação adora repetir e repetir algumas idéias, como se fosse um papagaio de pirata nos nossos ouvidos? O problema está no dono do papagaio, ou seja, no pirata. É ele quem manda e decide, de acordo com seus interesses, o que deve ser repetido por aí.

Com a informação é a mesma coisa. Os donos da mídia decidem que idéias e visões de mundo devem ser repetidas e repetidas, até que a opinião pública se convença delas. Agem como piratas, donos do espaço público, sem prestar contas a ninguém. Não aceitam emprestar seu papagaio, muito menos deixar que outros tenham o seu. Assim, garantem o monopólio da voz.

Se na terra dos piratas vale a lei dos mais fortes e mais espertos, numa democracia os direitos devem ser iguais para todos, e a liberdade de expressão não pode ser apenas daquele poderoso que controla a fala do papagaio. Numa democracia, a mídia deve ser sempre plural e diversa, com espaço para todas as vozes.

No Brasil, no entanto, a mídia sempre esteve nas mãos de poucos piratas. São eles que, de forma autoritária, decidem o que pode e o que não pode ser dito pelos papagaios. Usam da liberdade de imprensa que possuem para cercear a liberdade de expressão e o direito à comunicação, que deve ser de todos. Assim, milhões de vozes são caladas, expostas às mensagens quase únicas dos papagaios de pirata.

(VERSO)

Você pode ajudar a mudar essa realidade!

A Constituição brasileira estabelece os princípios e regras mínimas que devem ser respeitadas pelos meios de comunicação de massa, ou seja, o rádio e a TV, que são concessões públicas. Por exemplo: não pode haver monopólio na mídia; as emissoras devem veicular programação regional e independente; a prioridade deve ser para conteúdos informativos e culturais; o país deve ter um forte sistema público de comunicação; o direito de resposta deve ser garantido; é vedada qualquer censura de natureza política e ideológica; etc

O problema é que até hoje a Constituição não é cumprida porque depende de leis específicas para isso. Ao mesmo tempo, as poucas leis que existem não são respeitadas - falta fiscalização do Estado - ou estão ultrapassadas. Para se ter uma idéia, o Código Brasileiro de Telecomunicações é da década de 60, quando ainda assistíamos TV em preto e branco e internet era algo desconhecido.

Já passou da hora de mudarmos essa realidade e garantirmos uma democracia de fato no Brasil. Mas, todas as vezes que a sociedade defende a regulação da mídia, os piratas colocam os papagaios a gritar: "censura!". Oras, se na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina os meios de comunicação tem regras a cumprir, são fiscalizados e responsabilizados quando erram, por que aqui é diferente?

Participe da mobilização por uma nova lei geral para as comunicações no Brasil, que garanta pluralidade, diversidade e liberdade de expressão para todos - não só para os piratas! Entre no site www.comunicacaodemocratica.org.br e contribua com a consulta pública por um novo marco regulatório das comunicações. Vamos juntos construir uma mídia democrática!

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