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Hip-Hop, a arte de pensar

segunda-feira 24 de abril de 2006, por Geovane de França,

A discussão com temática: “Hip-hop, a arte de pensar”, organizada pela ONG Com Causa, teve objetivo de provocar um intercâmbio nos elementos do hip-hop presentes na reflexão sobre o movimento no Brasil e na juventude.

O hip hop é um movimento cultural que dá condição de pensar para vários outros segmentos e a partir disso dar condições de lutar em favor das periferias. A melhor maneira de levar novas perspectivas de vida para todos aqueles que vivem à margem da sociedade, incentivando a liberdade e uma forma de você expressar seu sentimento e a realidade social em forma de rap. Ajudar jovens a sair do mundo das drogas, educar e atrair as pessoas para o lado da cultura buscando conhecimento através do rap, essa é a filosofia. “O rap é a voz dos sem voz, é a luta armada de idéias e soluções para a maioria escondida da sociedade que, pra os boys (no sentido de rico), o preto e o pobre não tem valor, mas o nosso dinheiro sim”, disse de forma veemente Roberto Cabeça, jovem participante da oficina. Para muitos, pensar diferente pode ser uma ameaça, mas pra o pessoal do movimento Hip Hop é uma forma de agir contra o sistema opressor que os humilha e destrói os sonhos das pessoas. Ao longo do tempo, pode transforma-los em bandidos por essa mesma sociedade.
O Rap é a cara das periferias e a construção de identidade culturais a partir do surgimento de novas expressões artísticas que revelam a cultura e retratam a cidade, partindo de culturas ou manifestações que que contestam e propõe mudanças na sociedade. Dentro da perspectiva da juventude que começa a interpreta-la e a compor o coletivo dentro da trajetória de grupos culturais que atuam nas periferias metropolitanas, são observadas diversas dificuldades relacionadas a problemas sociais no universo da produção, da manifestação e da distribuição da arte, que refletem e afetam até o perceber da função destas manifestações dentro da construção da cidade.
Foi sob essas perspectivas que o debate transcorreu, sendo fechado com o levantamento de outra questão: a questão educação e do seu papel na diminuição da desigualdade que gera violência.


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