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Selo Elas, lançado no Rio2C, tem o objetivo de impulsionar o audiovisual realizado por mulheres

terça-feira 24 de abril de 2018, por Creuza Gravina,

Em entrevista abaixo, Bárbara Sturm, idealizadora do projeto junto com Carole Moser, conta mais detalhes da proposta da Elo Company que busca potencializar resultados e fomentar o equilíbrio de filmes realizados por mulheres.

Bárbara Sturm é atualmente diretora da Pandora Filmes e criadora do Festival Internacional de Cinema em Balneário de Camboriú, cuja sétima edição foi no fim de 2017.
Seu primeiro curta foi “O Sussurro” – “a história de um homem que conquista as mulheres falando no ouvido delas”.

Você foi de Campinas para São Paulo estudar moda, como surgiu o interesse em trabalhar com cinema?

"Vim para SP estudar moda e entrei para a distribuidora do meu pai Pandora filmes como estagiária e no fim do primeiro ano resolvi trocar de curso, saí da moda e fui estudar cinema".

Pouco depois de trocar a moda pelo cinema você criou o Festival Internacional de Cinema em Balneário de Camboriú. Por que escolheu o balneário para o Festival?

"O CINERAMABC, Festival de Cinema de Camboriú é um festival criado por mim e por meu marido André Gevaerd, ele é de lá, e Balneário de Camboriú é a cidade que mais vende ingresso no Brasil por número de habitante, então tem um forte consumo de audiovisual, de cinema principalmente nas salas... e o Vale do Itajaí, que é onde fica o Balneário Camboriú, é uma das maiores imigrações europeias do Brasil. Aí a gente viu que fazia muito sentido fazer um festival de cinema de autor lá”.

Quando surgiu a ideia do selo e elas e quanto tempo levou até a colocação do projeto em prática?

"O selo Elas é um envelopamento da área de projetos da ELO. A área de projetos inteira é coordenada por mim e pela Carole Moser, minha colega. Eu faço a parte artística e a frente de mercado de contato com os produtores e ela faz a parte executiva. A gente no fim do ano passado, tanto com as pesquisas da Ancine de apenas 17% dos longas lançados em 2016 serem dirigidos por mulheres, quanto pela forte consumação do interesse do público por narrativas femininas, como Mulher Maravilha, Big Little Lies, Lady Bird entre outros, a gente entendeu que fazia sentido criar um selo para o acesso de projetos dirigidos por mulheres ser direto, para a gente conseguir receber mais projetos e por outro lado criar essa rede de mulheres que existe informalmente de profissionais do audiovisual, com experiência, com tempo, como pessoa física, se dedicando a esses projetos para potencializa-los. A gente começou a conceber o selo em novembro do ano passado e fez todas as estratégias para o lançamento ser agora em abril".


Bárbara Sturrm e Carole Moser

Quantas mulheres atualmente fazem parte do grupo de consultoras? O trabalho é totalmente voluntário ou acordo previsto para recebimento após o lançamento?

"A rede é formada apenas por pessoas da Elo. Até quinta-feira (5 de abril – lançamento do selo) ela era formada por mim, na parte artística de longas-metragens de ficção, pela Carole, na parte executiva de todos os projetos e pela Maria Carolina Teles, que é a head da equipe do núcleo interno de conteúdo da Elo que é especialista em documentários e a primeira pessoa externa da Elo que entrou nessa rede foi Camila Pitanga, que é uma atriz realizadora, uma pessoa engajada, interessada, que foi convidada para ser madrinha do projeto e na quinta-feira (5 de abril) a gente abriu tanto o contato para receber projetos dirigidos por mulheres quanto para receber novas profissionais interessados. A gente recebeu diversos emails, diversas mulheres incríveis conhecidas e outras também desconhecidas e agora a gente vai organizar essas pessoas para entender também que funções a gente tem e criar um modelo de trabalho, mas essas atividades são voluntárias".

Para a inscrição as produções devem ter orçamento e roteiro, mas vocês aceitam também projetos já finalizados pendentes somente de distribuição? E no caso de séries e curtas, vocês estão abertas para esses formatos?

"Não, nesse primeiro momento é apenas para Longas-Metragens, ficção, documentário e animação. A gente já tem nove projetos selecionados que vieram das contratações de 2017 da área geral de projeto, onde a gente tem outros filmes dirigidos por outros gêneros mais esses nove dirigidos por mulheres. Então a princípio não vai ser para série nem para curta, apenas para longa-metragem e sim, a partir do momento que ele tenha roteiro e orçamento desenvolvido até estar finalizado. Inclusive um desses longas que já estão no Selo é o “Amores de Chumbo” que estreia em junho".

Em relação à distribuição, esta será em forma de carteira de projetos ou separadamente?

"A princípio o trabalho vai ser por projeto. Eles estão dentro do selo de uma forma visual e também empacotados, como falei, eles vão ter a consultoria dessa rede e vão ter esse logo, mas a princípio o trabalho é sempre individual em cada projeto tanto as estratégias quanto as vendas e a distribuição no cinema também"

O selo ELAS foi lançado oficialmente no dia 5 de abril de 2018 lotando o Espaço BE Brasil (APEX\Bravi) do Rio2C. O evento contou com a presença de Christian de Castro - Diretor-Presidente da Ancine - Agência Nacional de Cinema.

Para dúvidas e inscrição de projetos ou consultoria voluntária entrar em contato pelos e-mails abaixo:
Bárbara Sturm
barbara@elocompany.com
Carole Moser
projetos@elocompany.com

Entrevista e fotos Creuza Gravina


Matéria sobre a representatividade feminina no Rio2C http://www.ciranda.net/Nao-vamos-esquecer-do-seguinte

CINERAMABC - Festival Internacional de Cinema de Camboriú - http://festivalbc.com/