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Pernambucana encanta público de evento com sua autenticidade e energia contagiante

Cantora Isabela Moraes, natural de Caruaru, simbolizou a força feminina no Rio2C deste ano

terça-feira 11 de junho de 2019, por Creuza Gravina,

"Estar viva me motiva a compor, respirar, olhar ao meu redor,..qualquer coisa que você me demonstre muita vida eu estou compondo"
Em entrevista, realizada após a apresentação no palco da Cidade das Artes, a artista conta sobre sua trajetória, o que lhe motiva a compor e fala da cena cultural de Pernambuco

Eu sou nascida em Caruaru e vivo pelo mundo hoje em dia. Morei 6 anos em São Paulo e agora não sei nem mais dizer onde é que eu moro porque agora eu estou no mundo. onde tem show eu existo e eu vou, e o artista vai onde o público está, onde o povo está, e assim é a minha vida, a minha vida é essa.

Quando começou sua carreira? Quando você se descobriu cantora?

Eu me descobri cantora eu me descobri cantora profissional com 18 anos, eu estou com 38 agora. Tenho 20 anos de carreira cravados e eu me descobri primeiro numa maratona quando eu morava em Belém do Pará. Tive que cantar por trás da cortina no palco e desde então nunca mais parei.

Você sempre compôs?

Compor eu componho desde criança. Cantar eu vim descobrir que eu cantava com 18 anos de idade, mas escrever, desde que eu comecei escrever mesmo na escola, que eu sempre lia livro de literatura de cordel. Lá em Pernambuco é muito popular a literatura de cordel e lendo as literaturas de cordel eu acredito que foi um passo para começar a musicar minhas coisas que porque você nunca lê uma poesia só lendo, você acaba cantando as palavras Então eu acho que foi um passo aí a literatura de cordel para eu começar a escrever e eu escrevo desde criança. Eu não lembro a idade que eu comecei a escrever.

O que te motiva a compor?

Estar viva me motiva a compor, respirar, olhar ao meu redor, o brilho do seu olho, o vento batendo no seu cabelo, qualquer coisa que você me demonstre muita vida eu estou compondo. E não importa se é no silêncio, se é no barulho, não importa. Posso estar no meio de um show. Se eu estiver sentindo uma energia muito forte, positiva, que me contagie com alergia de viver, alguma coisa vai surgir ali. Eu vou fazer uma música no meio daquele show barulhento, vou sair dali vou escrever alguma coisa. Tudo me motiva a escrever. A alegria, a tristeza, qualquer coisa. Estar vivo me motiva a escrever

O que você acha da cena cultural de Pernambuco atualmente?

A cena cultural de Pernambuco atualmente é poderosíssima. Tenho vários amigos incríveis. Está se formando uma movimentação. Não digo que é movimento porque que é movimentação. Todo mundo que tá chegando está sendo incrível. Movimento de repente encerra alguma coisa ou conclui e a movimentação é uma energia que está sempre circulando. Tem uma movimentação em Pernambuco que é bom ficar de olho, é bom ficar antenado. Tem muita gente boa, compositores incríveis, cantoras e cantores incríveis e compositores e compositoras maravilhosas e poderosas e poderosos.

Você chegou a fazer parcerias para composição com outras pessoas de Pernambuco, por exemplo, ou geralmente é um trabalho solo de composição?

Eu tenho muitas parcerias hoje em dia graças aos festivais também do Brasil. Participei e participa de muitos festivais. Pelo Brasil afora já ganhei vários festivais também e graças a estes festivais eu fiz muitos parceiros. Conheci muita gente, muito compositor, muito incrível e em Pernambuco também tenho muitos parceiros, muita gente incrível de lá que eu acabei me agregando, com a musicalidade, tendo afinidade e a gente acabou se esbarrando, mas eu tenho parceiro por todo canto desse Brasil


Foto Divulgação

E o que você achou desse evento Rio2C? O que isso pode acrescentar em sua carreira?

Tudo, esse movimento é muito diverso aqui, então tudo pode influenciar na minha carreira, na sua, de qualquer um que esteja circulando por aqui. É uma troca muito grande e trocas sempre nos acrescentam, né? Eu não serei a mesma depois que eu for embora daqui, eu já estou me sentindo muito maior. É um fragmento de cada pessoa que cruzou comigo, de cada olhar, de cada pessoa que trocou uma palavra comigo, de cada profissional, de cada pessoa que eu cruzei que eu nem sei quem é e que me acrescentou vida, muito mais vida, muito mais respiro para a minha arte, para a minha música, para a minha vida, para o meu cotidiano, para a minha existência.

Fotos Creuza Gravina

Creuza Gravina