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Na primeira narrativa histórica da peste, um retrato do presente que vivemos

segunda-feira 18 de janeiro de 2021, por Carlos Russo Jr.,

Tucídides, que escreveu a “História da Guerra do Peloponeso”, da qual foi testemunha e participante, relata os fatos com concisão e procura explicar-lhes as causas.

Em plena guerra, Atenas foi acometida pela peste. O relato do historiador é impressionantemente preciso e nos trás, em negro, panoramas da covid-19 atual, principalmente a realidade vivida nos grandes centros.

Dentre todas as desgraças que sempre se abateram sobre a humanidade, as grandes epidemias foram as que deixaram lições e lembranças vívidas. Primeiramente são atacados apenas alguns indivíduos, poucas pessoas ligam; depois os casos se multiplicam e os mortos assomam por todos os lados. Somente quando a morte campeia as pessoas se sentem, então, participantes de uma batalha contra um inimigo secreto, invisível, que não pode ser atacado.

Devemos além de tudo ao grego, de vinte e cinco séculos atrás, a descoberta de que pessoas adquirem imunidade à peste. Tucídides observou que pessoas que sobreviviam ao contágio eram poupadas durante os surtos posteriores da mesma doença, o que constitui a base moderna da vacinação.

Convidamos à leitura de nosso ensaio.

Imagem: Praga em um cidade antiga, pintura de Michiel Sweerts (1618–1664). Los Angeles County Museum of Art. Via Wikimedia Commons.


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