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Literatura é cidadania

segunda-feira 2 de fevereiro de 2009, por Tatiara Ferranti,

A atividade “Leitura, literatura e cidadania” superlotou uma das salas da UFPA na tarde desta quarta-feira, 28, na programação do Fórum Social Mundial. O evento contou com palestras de cinco professores da Universidade, leitura de poesia e prosa, além de apresentação de voz e violão.

Participantes de diversas nacionalidades puderam conhecer ou aprimorar seus conhecimentos sobre os poetas amazônicos Mário Faustino, Ruy Barata, Dalcídio Jurandir e Maria Lúcia Medeiros. “É importante conhecer a literatura de uma região que talvez seja a última fronteira do desenvolvimento econômico do mundo”, comenta o palestrante e professor do curso de Letras/ILC, Luís Heleno Montoril Del Castilo.

Com a tentativa de conciliar a temática proposta pela atividade com o tema do Fórum: ‘Um outro mundo é possível’, os professores da UFPA José Guilherme Fernandes, Luís Heleno Montoril Del Castilo, Marli Tereza Furtado, Germana Araújo Sales e Lília Chaves selecionaram fragmentos da obra de poetas da Amazônia compatíveis com os objetivos do Fórum. “A literatura é a possibilidade de pensarmos uma realidade social diferente, é a possibilidade de libertação, de cura para toda essa realidade capitalista que nos aprisiona”, afirma o professor.

Durante a oficina, os participantes foram estimulados a discutir sobre literatura e a interpretar textos dos poetas. O professor José Guilherme Fernandes, que falou a respeito do poeta e músico paraense Ruy Barata, fez a análise da música Pauapixuna e, em seguida, cantou a poesia ao som de violão.

“A literatura é uma forma de representar e questionar realidades. No momento em que se oportuniza uma atividade como essa, se favorece a cidadania, despertando para uma conscientização a partir do texto da própria realidade”, diz José Guilherme Fernandes.

Para a palestrante e professora do curso de Letras/ILC, Germana Araújo Sales, a leitura é essencial para a vida do ser humano. “É uma das práticas de cidadania que deveria ser a mais corrente, porque se a maioria da população tivesse mais acesso à literatura, a jornais e a revistas, com certeza se tornaria mais crítica, mais conhecedora da sua realidade e mais capaz de se posicionar diante de fatos políticos e econômicos”.

Segundo a palestrante Marli Tereza Furtado, a literatura possibilita um olhar diferenciado da realidade, o olhar da arte, que é fundamental para o homem, pois o engrandece.

O evento foi importante para ampliar a visão de mundo a partir da literatura. De acordo com a professora Lília Chaves, a literatura cria mundos e age sobre a sociedade. “É uma das maneiras de o homem crescer. A vida sem os poemas, sem a arte, seria insuportável”.Tatiara Ferranti - Assessoria de Comunicação Institucional da UFPA