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Jamal Juma, membro do Conselho Internacional do FSM, está na prisão de Israel

segunda-feira 21 de dezembro de 2009, por Stop the wall,

Jamal Juma foi preso por soldados israelenses, dia 16 de dezembro, em sua
casa. Os soldados disseram a esposa de Juma que ela só voltaria a ver o
marido quando houvesse uma troca de prisioneiros. Desde então, ele permanece
preso e proibido de falar com um advogado ou com a família, sem nenhuma
explicação oficial para a sua prisão, denuncia a Stop the Wall. Jamal, de 47
anos, dedica a vida à defesa dos direitos dos palestinos. Ele esteve este
ano no Brasil, participando do Fórum Social Mundial, em Belém .

O governo de Israel prendeu, dia 16 de dezembro, Jamal Juma, coordenador da
Campanha Stop the Wall <http://www.stopthewall.org/> , que luta pela
derrubada do muro construído no meio do território palestino. Segundo
informações do site da campanha, militares israelenses convocaram Juma para
um interrogatório à meia-noite do dia 15 de dezembro. Horas depois,
levaram-no de volta para sua casa. Juma foi mantido algemado, sob os olhos
da esposa dos três filhos pequenos, enquanto soldados revistaram sua casa
durante duas horas. Na saída, os soldados disseram a esposa de Juma que ela
só voltaria a ver o marido quando houvesse uma troca de prisioneiros. Desde
então, Juma permanece preso e proibido de falar com um advogado ou com a
família, sem nenhuma explicação oficial para a sua prisão, denuncia a *Stop
the Wall*.

Jamal, de 47 anos, nasceu em Jerusalém e dedicou a sua vida à defesa dos
direitos humanos dos palestinos. Ele esteve este ano no Brasil, participando
do Fórum Social Mundial, em Belém. Na ocasião, defendeu o boicote econômico
a Israel como uma das armas prioritárias para defender os direitos do povo
palestino. O foco principal do trabalho de Jamal é a capacitação das
comunidades locais para defenderem os seus direitos em face de violações
provocadas pela ocupação israelense. Ele é membro fundador de várias ONGs
palestinas e redes da sociedade civil. Também é coordenador da *Palestina
Grassroots Anti-Apartheid Wall Campaign* desde 2002. É muito respeitado pelo
seu trabalho e foi convidado para numerosas conferências de entidades e da
ONU.

Ainda segundo a *Stop the Waal*, Jamal Juma é o preso de mais alto escalão
no quadro de uma campanha de intensificação da repressão da mobilização
popular contra o muro e os colônias israelenses em território palestino. “No
início, foram presos ativistas locais das aldeias afetadas pelo muro. Agora,
estão sendo presos defensores dos direitos humanos internacionalmente
conhecidos, como Mohammad Othman e Abu Abdallah Rahmeh. Mohammad, um outro
membro da campanha *Stop the Wall*, foi preso há quase três meses, no
regresso de uma palestras na Noruega. Após dois meses de interrogatório, as
autoridades israelenses não conseguiram encontrar provas para acusa-lo e,
por isso, emitiram uma ordem de detenção administrativa. Abdallah Abu Rahma,
uma figura importante na luta não violenta contra o muro em Bil’in, foi
levado de sua casa por soldados encapuzados no meio da noite, uma semana
antes de Jamal ter sido preso, denuncia ainda a organização.

Na avaliação dos ativistas companheiros de Jamal, com estas detenções,
Israel pretende quebrar a sociedade civil palestina e sua influência na
tomada de decisões políticas em nível nacional e internacional. Eles fazem
uma convocação:

*“Este processo claramente criminaliza o trabalho dos defensores dos
direitos humanos palestinos e a desobediência civil palestina. É crucial que
a sociedade civil internacional se oponha às tentativas israelenses de
criminalizar defensores de direitos humanos que lutam contra o muro. A
política de Israel de atacar os organizadores que apelam à responsabilização
de Israel é um desafio direto às decisões dos governos e organismos mundiais
como o Tribunal Internacional de Justiça para responsabilizar Israel pelas
violações do direito internacional. Este desafio não deve ficar sem
resposta”.