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Crime e Castigo: o primeiro romance absolutamente moderno

quinta-feira 23 de agosto de 2018, por Carlos Russo Jr.,

Como um intelectual moderno, o personagem central explora a liberdade de um mundo que perdeu raízes, onde a injustiça é a tônica e a sociedade é um lugar de sofrimento universal

Imagem: Raskolnikov, por D. Shmarinov.

“Crime e Castigo”, a obra mais famosa de Dostoiévski, é ao mesmo tempo um dos romances mais bem escritos de toda literatura mundial, um marco na formatação do pensamento moderno.

Quando o romance genial ainda era tão somente anotações, desenhos, um plano, Dostoiévski enviou a um editor uma carta oferecendo-lhe a venda antecipada dos direitos autorais. Nela encontramos uma resenha do futuro romance:

“Será o estudo psicológico sobre um crime. Um romance da vida contemporânea... Por sua instabilidade mental, um jovem ex-universitário, completamente sem dinheiro, fica obcecado por essas ideias amalucadas que estão no ar. Resolve fazer alguma coisa que o livre imediatamente da situação desesperadora”.

Raskholnikov, o personagem central, origina-se do termo “raskholnik”, uma pessoa cindida, dissidente. Como um intelectual moderno, o personagem central explora a liberdade de um mundo que perdeu raízes, onde a injustiça é a tônica e a sociedade é um lugar de sofrimento universal. Ele acredita na “ideia napoleônica” do indivíduo que influi na história do mundo, no homem excepcional cujos poderes lhe conferem o direito de cometer qualquer ato que se justifique no futuro.

Leia a íntegra de nosso estudo em: http://proust.net.br/blog/?p=1391


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