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Organizadoras do 8M# na Argentina são presas

quinta-feira 9 de março de 2017, por Ciranda.net,

Ativistas do Ni una menos e do Emergente foram detidas durante a madrugada desta terça-feira e enviadas à Comissaria 9, em Buenos Aires. Os policiais alegam danos ao patrimônio público. Mulheres se mobilizam em solidariedade, Confira comunicado.

Ontem nas primeiras horas da manhã 6 mulheres, ativistas de várias organizações, incluindo o coletivo Ni una menos, foram perseguidas e denunciadas por três homens ultra-católicos. Elas estavam realizando atividades de sensibilização relacionadas com Paro Internacional de Mulheres dia 8de março, do mesmo modo que partidos políticos e times de futebol fazem sua difusão. A denúncia foi acatada pela promotoria 20 sob Procurador Juan Rozas, que ordenou a detenção de mulheres. O caso foi rotulado como um dano agravado.

A reação da polícia foi excessiva. Eles implantaram três carros patrulha, uma motocicleta e 10 oficiais na frente de um grupo de mulheres que estavam andando pela rua. Depois de ser adiada por horas em vias públicas foram transferidos para a delegacia nono no bairro de Almagro. Ao longo da operação, os três homens foram assediando as mulheres gritando assédio "Viva Cristo Rei", o que continuou até que chegaram ao local de detenção, repetindo suas palavras de ordem como se fosse um triunfo.

Quando se trata de perseguir, a justiça e forças repressivas agem com celeridade notável; não é o caso quando precisamos proteger-nos da violência de gênero. Por estas razões, convocados hoje às 12h30 em frente a promotoria 20, Bartolome Mitre 1735 para denunciar a perseguição de ativistas feministas.
Denunciamos conluio entre as forças de segurança e os conservadores que abusam de seu poder em uma tentativa de disciplinar a crescente organização e mobilização de pessoas movimento, lésbicas e transexuais femininas. Denunciamos que, no contexto da crescente criminalização dos protestos, este fato vem um dia antes do dia da Mulheres, e o Paro Internacional, amanhã vai tomar as ruas da Argentina e 50 países em todo o mundo. O patriarcado tem suas alianças repressivas. Nos organizamos para pará-las.

Ni Una Menos, Vivas Queremos!
Coletivo Ni Una Menos