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Juventude acumulada

terça-feira 18 de setembro de 2007, por Geovan João Alves da Silva,

Foto: equipe Instituto Paulo Freire

Dona Adinorá tem 78 anos de idade e é quem acumula a maior quantidade de “juventude acumulada” entre os 180 participantes do Cecim - Centro de Convivências dos Idosos de Mogi, que estiveram no Fórum Mundial de Educação do Alto Tietê.

No dia 13 de setembro de 2007, ela e seus amigos e amigas participaram das apresentações artísticas na Festas das Nações. Os shows se dividiram entre teatro, músicas e danças: a parte musical foi apresentada por um coral, com músicas religiosas e clássicas da MPB; e as danças foram: xote, xaxado, dança de salão, coutrin; e outros.

Irani Lima, uma das coordenadoras, informou que o grupo vem participando de várias atividades culturais e esportivas do município. O retorno, segundo ela, é o comprometimento que demonstram com tudo que fazem, a motivação, alegria e auto-estima.

No palco da feira mundial, dava pra perceber emoção, empolgação e satisfação dos artistas, o respeito e admiração dos expectadores, a importância do apoio de familiares presentes.


Época de se redescobrir

A presença vibrante do grupo no FME é prova de que a aposentadoria e a velhice não podem ser vistas como uma idade de recolhimento e descanso; e sim como um período de atividade, lazer e realização pessoal.

Políticas específicas para a terceira idade não são apenas necessárias para resolver o problema econômico dos idosos(as), mas também proporcionar oportunidades culturais e cuidados psicológicos de forma a mantê-los(as) integrados(as) socialmente.

As pessoas que chegam à terceira idade participando de grupos sociais têm atividades que contribuem para melhorar o seu bem estar e qualidade de vida como um todo. A saúde também é beneficiada indiretamente. O aspecto principal é o de conviver com outras pessoas, compartilhar suas vidas e possivelmente ganhar uma nova dimensão da existência.

Um aspecto relevante que o grupo revela é que as pessoas se redescobrem na terceira idade. Muitas passam a vida sem dar atenção a seus talentos porque têm que viver, trabalhar, cuidar de casa, filhos, etc. Perdem contato com os seus desejos, seus gostos pessoais, seu potencial.
Participar de grupos culturais, esportivos e outros na terceira idade pode trazer tudo isso de volta. E aqueles talentos adormecidos também.