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Horizontes do FSM

domingo 3 de março de 2013, por ,

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Conheça os 11 eixos temáticos que orientam as atividades e debates inscritos para a a próxima edição centralizada do FSM, de 26 a 30 de Março na capital da Tunísia

1 - Por um aprofundamento radical dos processos revolucionários e de descolonização ao sul e ao norte, por meio de novas expressões sociais contra as ditaduras políticas e as dos mercados, e pelo restabelecimento dos direitos dos povos de decidir por si próprios sobre sua soberania, seus recursos e seu destino.

2 - Por um mundo sem hegemonias e dominações imperialistas exercidas por meio da dívida ou dos tratados de livre comércio como ferramenta de empobrecimento e de apropriação das riquezas, e da submissão dos povos, das sociedades transacionais e do capital financeiro; da opressão patriarcal e das desigualdades sistemáticas. E tudo isso causado pelas políticas sociais neoliberais, que são como máquinas de guerra contra os povos.

3 – Pela construção de novos universalismos como resposta às crises da civilização e da mercantilização da vida, fundados na justiça ambiental e no acesso universal e permanente da humanidade aos bens comuns, à preservação do planeta como fonte de vida, principalmente a terra, a água, os bosques, as fontes de energia renováveis e a biodiversidade; e no respeito aos direitos dos povos indígenas nativos, originários e autóctones e às diásporas, suas culturas, identidades, territórios, língua e saberes.

4 – Por uma sociedade humana fundada sob os princípios e valores da dignidade, da diversidade, da justiça e da igualdade entre todos os seres humanos, independentemente de seu gênero, sua cultura, idade, incapacidades, crenças religiosas; e sob o respeito aos direitos individuais e coletivos, civis e políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais.

5 – Pela liberdade de circulação e estabelecimento de todas e todos, principalmente os imigrantes e todos que buscam asilo, das pessoas vítimas de tráfico humano, dos refugiados, dos povos indígenas, originários, autóctones, tradicionais e nativos; das minorias, os povos sob ocupação, os povos em situação de guerra e conflito e pelo respeito a seus direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais.

6 – Pela justiça cognitiva: pelo direito inalienável dos povos ao patrimônio cultural da humanidade, pela descolonização do pensamento e a democratização do saber, da cultura, da comunicação e tecnologias; pelo fim dos saberes hegemônicos e da privatização dos saberes e da tecnologia, e por uma mudança fundamental do sistema de direitos da propriedade intelectual e da pesquisa científica.

7 – Pela construção de processos democráticos de integração e união entre os povos para que conquistem suas aspirações à dignidade e ao bem-estar, e essas sejam a resposta às estratégias de divisão e de hegemonia; e pela ampliação de práticas e formas de solidariedade que reforcem a cooperação entre os povos.

8 – Por um mundo em paz onde não exista a guerra como instrumento de dominação econômica, política e cultural, e nem as bases militares e armas nucleares; e onde o direito dos povos à livre disposição de seus recursos seja respeitado e os que vivem em territórios ocupados, sem estado ou em conflito sejam protegidos.

9 – Por um mundo democrático que garanta, sem discriminação, a participação de todos e todas na vida, nas decisões políticas e econômicas em todos os níveis: local, nacional e internacional, e no marco de instituições e de modelos de governo realmente democráticos, incluindo o sistema das Nações Unidas e as instituições financeiras internacionais.

10 – Pela construção de alternativas ao capitalismo e à globalização neoliberal reguladas pelos princípios de cooperação, de justiça fiscal e da redistribuição internacional da riqueza, centrados nas necessidades fundamentais dos povos, e privilegiando as novas formas de produção, de consumo e de troca, utilizando energias não nucleares e renováveis, e proibindo os paraísos fiscais.

11- O futuro do Fórum: Por uma reflexão coletiva sobre os movimentos sociais, no sentindo das novas lutas sociais, para além do processo do Fórum Social Mundial e nele mesmo; e sobre as perspectivas e estratégias que garantam a construção de outro mundo possível e urgente para todos e todas.