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FSM 2018 em Salvador? Debate em SP, neste sábado.

segunda-feira 20 de março de 2017, por Coletivo Baiano do FSM,

O Conselho Internacional já autorizou. Falta a decisão das organizações brasileiras. Seminários estão sendo organizados pelo Coletivo Baiano do FSM nas diversas regiões, para avaliar as condições. O próximo ocorre em São Paulo.

Confira a convocatória:

O Coletivo Baiano do Fórum Social Mundial convida os movimentos sociais e organizações da sociedade civil para debaterem e avaliarem as condições políticas para a construção de um Fórum de caráter mundial em Salvador no ano que vem. A plenária está marcada para dia 25 de março, próximo sábado, em São Paulo.

O Fórum Social Mundial (FSM), uma iniciativa da sociedade civil, é um encontro democrático que procura incentivar os debates e o aprofundamento da reflexão coletiva, a formulação de propostas alternativas, a troca de experiências e a constituição de coalizões e de redes entre os movimentos sociais, as organizações baseadas em comunidades (OBCs), as organizações não governamentais (ONGs) e outras organizações da sociedade civil (OSCs) que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital.

Mais do que um evento, o FSM constitui-se como um processo de mobilização e articulação da sociedade civil planetária, que se desdobra em dinâmicas de articulação dos movimentos sociais no âmbito local, nacional e regional. O local e o global estão entrelaçados.

O FSM se organiza propondo um encontro mundial a cada dois anos (a partir de 2007), sendo que nos anos de intervalo, Fóruns Temáticos descentralizados e autônomos são fortemente encorajados, a fim de dar seguimento às articulações e reflexões críticas nos diferentes países e regiões.

Em toda a América Latina, em todo o mundo, as forças conservadoras estão crescendo e ameaçam as institucionalidades democráticas. O Brasil, por sua vez, está enfrentando um forte retrocesso no seu processo democrático, um projeto de desmonte do Estado e das políticas sociais está em curso, imposto por um governo que não é legitimado pela população. O retrocesso dos direitos humanos e ambientais já é uma realidade. Como consequência, aumentam as tensões sociais no Brasil e no mundo. Grandes mobilizações sociais surgem em todas as partes e tomam novas dimensões e expressões.

Com todos os entraves e desafios, o FSM permanece um espaço único no âmbito global, com o potencial de reunir e fomentar narrativas contra-hegemônicas, disseminá-las e assim oferecer às forças progressistas de todo o planeta uma renovação do pensamento utópico em um momento em que, muitas vezes, a esperança dá lugar à desilusão.

A proposta é que Salvador seja o palco de convergência de um processo e de um evento desta envergadura. Salvador, capital da Bahia, é a maior cidade negra fora da África e está inserida na região Nordeste, que registra, junto com a região Norte, os maiores índices de desigualdade do Brasil e onde a sociedade civil organizada possui uma trajetória histórica de resistência. Organizações e movimentos baianos sempre estiveram muito envolvidos com o processo do FSM.

O Coletivo Baiano do FSM, formado por mais de 30 organizações e movimentos da sociedade civil baiana, busca reunir condições políticas e operacionais para a realização do Fórum em Salvador, em março de 2018. Recebeu o aval do Conselho Internacional do FSM, em janeiro de 2017, durante o Fórum Social das Resistências, que ocorreu em Porto Alegre.

A realização, em Salvador, de um evento de caráter mundial em 2018, e a definição da sua natureza, no entanto, dependem das condições a serem construídas nos próximos dois meses, tanto nas questões de articulação política quanto de ordem estrutural. Nesse sentido, o Coletivo Baiano do FSM convida para a Consulta Nacional “Um Fórum Mundial na Bahia” com os movimentos e organizações da sociedade civil. A plenária está marcada para dia 25 de março, das 9h às 17h, na Rua General Jardim, 660, em São Paulo.

Aguardamos vocês!

Em solidariedade,

Coletivo Baiano do FSM e Abong