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Cidadania universal, o antídoto proposto por Evo Morales

sábado 28 de janeiro de 2017, por Rita Freire,

Para o presidente boliviano, não é possível chamar um ser humano de ilegal

O presidente da Bolívia, Evo Morales, manifestou preocupação com as notícias da construção de um muro para separar os Estados Unidos do México e propôs, em vez disso, a construção de uma cidadania universal.

As declarações foram feitas durante a V Cúpula dos Chefes de Estados Latinoamericanos e do Caribe (Celac), na cidade dominicana de Punta Cana, horas depois de o novo presidente estadunidense, Donald Trump, ter ordenado a obra e a expulsão de imigrantes com antecedentes criminais Evo reafirmou sua posição de que não podem existir pessoas denominadas ilegais.

"Faço um chamado ao presidente dos Estados Unidos a elaborar uma política migratória respeitosa aos direitos humanos e a avançar no estabelecimento da cidadaniauniversal" - declarou. Com cidadania universal, grande parte dos problemas de racismo e xenofobia deixariam de ser estimulados pelos próprios governos, e os tratados internacionais seriam respeitados, a começar pela Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948.

Evo endereçou suas palavras a Trump, pedindo a ele que observasse o artigo décimo terceiro da Declaração, segundo o qual "toda pessoa tem direito a circular livremente a escolher sua moradia no território de um Estado e o direito de sair de qualquer país".

"Pelo simples fato de sermos seres humanos, gozamosde direitos e reconhecimentos legais" - disse o presidente boliviano.